Coisas da vida
"A maior
arma contra a tristeza é sorrir. Mas se você for banguela é melhor ficar triste
mesmo."
Hoje apareceu
este post no meu facebook de 2012. Logo me veio a lembrança de dois personagens
da vida real.
O primeiro foi
de 1975 quando em outubro daquele ano o Goiano Miron Vieira de Souza cravou os
treze pontos na loteria esportiva e faturou 22 milhões de cruzeiros, o
equivalente a 50 milhões de reais em valores de hoje.
Naquele mês de
outubro de 1975 o Miron virou notícias em todo Brasil, quando apareceu com o
seu sorriso largo, porém sem os dentes da frente, qual a Iracema do programa
deste sábado 23 de maio. Após receber o prêmio uma das primeiras providências
do Miron foi recolocar os dentes perdidos, recuperando a autoestima e o sorriso
de antes, que demonstra quanta falta faz um sorriso.
O segundo foi de
ontem que apareceu no programa Tô Indo da TV Integração, comandado pelo repórter
Mário Freitas. Normalmente não vejo este programa, mas ontem depois de uma cochilada
no sofá, acabei por ver esse programa depois que acordei.
Na Serra do
Gandarela, cerca de 40 quilômetros de Belo Horizonte, o apresentador entrevistou
duas mulheres denominadas “Iracemas”. Foi uma entrevista feita pelo repórter em
uma casinha do interior de Minas Gerais com duas mulheres: uma senhora de mais
idade, na faixa dos 60 anos, a outra mais jovem, talvez na faixa dos trinta.
A mais jovem me
chamou a atenção por estar quieta e recatada, talvez por não possuir os dentes
da frente. Encolhida no canto do banco rustico do lado de fora da casa simples,
atenta ela ouvia a mais velha conversar, toda fagueira e desembaraçada com o repórter.
Vez em quando ela armava um sorriso, mas logo em seguida recuava e fechava a
boca, meio sem graça.
Isso me fez
pensar sobre o quão é embaraçoso a pessoa ter falta de dentes e não ter recursos
para recolocar os dentes perdidos. Parece que a pessoa perde a identidade e por
consequência a autoestima.
Assim acontece
com muita gente do interior. Uma pena!
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